Neste regresso d’Os Arruaceiros à vida da postagem… um tema demasiado pertinente nos dias que correm: GPS!!! Todos nós já contactámos de alguma forma com estes mapas de estrada em versão informática. Nos PDA’s, nos Iphones, no carro da vizinha, no carro da namorada, nos telemóveis… ou então comprando mesmo o aparelho específico!!
Quem nunca se encostou de forma fiável a estes equipamentos que possuem no máximo 100 metros de erro? Quem nunca dependeu desta geringonça maquiavélica para chegar (ou fugir) da casa da sogra na aldeia? Quem nunca o utilizou para chegar “ao destino”?
Quem nunca pecou que atire o primeiro… GPS!!! Pois é… esta necessidad doentia de nos apoiarmos nas máquinas também tem os seus quês. Porquê? Simples, porque como bons homens que existem nesta terra, mesmo com a bendita máquina, ainda os há que acham que sabem o caminho mais perto… ouvindo o incessante “RECALCULANDO” … e “RECALCULANDO”… e “RECALCULANDO”!!!
É aqui que a vingança dos GPS começa… à semelhança das mulheres, O GPS não gosta de ser contrariado… Então aqui começa a minha história, de um pobre rapaz que cruzava por terras do Douro e por pouco não cruzou o RIO DOURO!!!
Como homem que sou, também acho que sei os caminhos todos até estar perdido… Foi isso que aconteceu repetidas vezes ao longo da minha vida… até dar razão à “joaquina” (toda a gente sabe que chamo assim ao meu GPS)!
Ora bem, numa escapadinha em pleno mês de Agosto por terras do Douro, o meu GPS decidiu vingar-se… Estando num miradouro no ponto mais alto possível naquela zona de Pinhão. eis que quero voltar povoação para ir almoçar e com a estrada nacional alcatroada, sinalizada com, pelo menos, barreiras laterais de protecção mesmo à minha frente… o meu GPS me diz “vire à esquerda”… nada de anormal, pensei eu ao ver uma placa a dizer “Estrada Real” “se calhar, é um caminho rústico, bora lá descobrir Portugal desconhecido”. E lá me aventurei… BURRO!!! O GPS insistiu para seguir pela estrada de terra e pedra (e isto era o melhor que lá havia), a inclinação aumenta, a estrada diminui, e o GPS insiste em mais “100 metros e vire à direita”. Viro à direita, e menos estrada e mais inclinação.. Rio Douro à vista a 150 metros de altura e em baixo.
Não! pensei eu… vou fazer inversão de marcha… e já com o carro em primeira e a derrapar tudo o que era pedra durante 250 metros, eis que o GPS se sai com o seguinte “faça inversão de marcha”… Não lhe liguei… e voltei à nacional alcatroada, protegida e sinalizada, e o GPS insiste “faça inversão de marcha”… só passados 5 minutos identificou a estrada e me indicou que afinal era o caminho mais perto!!!
Meus amigos, não é a única história que posso contar… um GPS de um outro amigo meu (mais um homem que sabe os caminhos todos) apenas lhe sugeriu que fizesse inversão de marcha… na A25!!! Se calhar, temos aqui uma explicação possível para os destemidos “contramanistas” das auto estradas portuguesas.
Imagino a gargalhada dos homenzinhos/mulherzinhas (n’os arruaceiros acreditamos na igualdade de direitos) que desenham os mapas e fazem os cálculos de tempo e estimativa de velocidade… os físicos ou físicas, os engenheiros ou engenheiras todos de mini na mão e uma stripper num poste (sim, aqui ficamos so com UMA stripper…vende melhor) a dizerem “manda esse gajo pastar ou beber água ao rio, já que sabe tudo”.

Se tiverem histórias semelhantes… juntem-se, contem… vamos livrar o mundo destas ameaças que são os GPS!











