ODEIO BALANÇOS DE FIM DE ANO

28 12 2008

Penso que este tema já surgiu em dialogos com outros , mas tinha de expressar publicamente esta minha “urticária”…

É oficial…tenho alergia a balanços de fim de ano…os melhores filmes do ano…os melhores espectaculos…quem foram os mais giros do ano…que coisa mais desoriginal
Porque se fazem estes balanços no fim do ano? já é um bocadinho tarde para mudar…se queriam mudar, entao deveriam fazer estes balanços a meio do ano, tipo, avaliação intermédia que agora está tão em voga.

A verdade é k não há paciencia…numa maratona de 3 horas colados num sofá, chegas à conclusão que ainda estas na musica 60, vistes 5 intervalos de 10 minutos e apetece-te matar quem poe uma musica da jessica simpson acima de The Killers na lista das 100 melhores musicas do ano…

A verdade é que num mundo de constantes mudanças, mas que no “amago” se mantém onde não se deveria manter, o real balanço, as verdadeiras questões são esquecidas ou meramente pronunciadas…sem actividade incluída!

Por isso, façam a vossa reflexão interior (aquilo que eu gosto de referir como um retiro espiritual) mas não se maçem…o importante é mesmo saber quem chegou ao pódio!!!





10 Minutos na Baixa do Porto

24 12 2008

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             Hoje, véspera de natal, tive a oportunidade de parar durante 10 minutos na rua de Santa Catarina no Porto, enquanto vinha para casa depois de mais um dia de trabalho. Vi de tudo.. Vi o melhor e o pior desta altura do ano.. Vi famílias felizes a comprar os últimos presentes..  Vi jovens a procura daquela prenda especial para aquela pessoa especial..  Vi crianças maravilhadas com as iluminações das ruas.. Vi o que julgo ser empresários ou bancários sem um único saco, talvez porque pensam que um simples cheque pode substituir a prazer de rasgar um papel de embrulho.. Vi pessoas a tocar e a pedir na rua.. Vi sem-abrigos a dormir nos vãos das lojas abandonadas..

 

            Quando comecei a caminhar para vir para casa parei em frente a uma pastelaria. Ao meu lado um senhor provavelmente na casa dos 60 anos. Olhava fixamente para a montra. Do outro lado do vidro colocavam os últimos bolos reis do dia.. o senhor olha para mim e sorri.. O dialogo foi mais menos o seguinte: -“Estive a tarde toda a espera do último bolo rei..” “Pois, assim ainda o leva quentinho..” o senhor respondeu-me: ”Não.. O último é sempre mais pequenino.. não queria que a minha neta passa-se o Natal sem um bocadinho de bolo rei.. a minha neta adora bolo-rei..”

Voltou a sorrir para mim e encaminhou-se á porta da pastelaria.. Dei por mim a dizer: “Feliz Natal..” Ele parou, olhou para trás, e respondeu ” Feliz Natal para a menina e para os seus..”

 

Foi assim que neste ano desejei um feliz natal a um desconhecido.. Sem ser pela cordialidade de ser um cliente da loja onde trabalhei ou então porque simplesmente toda a gente o diz.. Foi um Feliz Natal sentido.. Um Feliz Natal como que um desejo para que tudo corresse bem.. Um desejo para que no próximo ano tivesse dinheiro para comprar um bolo rei maior para puder oferecer a neta.. E para que no caso de tal não acontecer que ao menos pudesse levar o último bolo para casa.. Porque a neta adora bolo rei..

 

Feliz Natal..