Olá outra vez…
Depois de uma “digressão” pela capital de Portugal, por ocasião do Congresso Europeu de Tratamento de Feridas da EWMA (European Wound Management Association) e que desde já felicito pela organização… porque aquilo, porra, é mesmo impressionante quer em termos de qualidade científica, diversidade de temas abordados, qualidade de apresentação… enfim, é um evento de grande dimensão em que vale a pena investir uns trocos e participar… Para além disso revi velhos companheiros (Viegas, Filipe e Machado) de outras lutas e de outros tempos…
Mas não venho aqui falar do congresso nem resumir o que me foi transmitido… mas sim falar de algumas particularidades “extra congresso” e que não deixam de me impressionar
Primeiro, e como não podia deixar de ser, o trânsito.. não pela hora e meia que se demora para fazer um percurso de 5 minutos, não pelos acidentes (mas a este ponto já lá vamos), mas sim pelas regras… Uma coisa de que me apercebi é existe uma janela de alguns segundos nos semáforos… Este período-janela é o quê exactamente? é que segundos antes do sinal ficar verde e (vários) segundos depois de ficar vermelho… é como se fosse VERDE!!
Segundo, junto a um parque de estacionamento encontro o seguinte sinal de PROIBIDO PARAR OU ESTACIONAR… com um pequeno sinal de excepção que diz “FORA DOS RECORTES”… é como se faz as crianças na escola primária “PROIBIDO PINTAR FORA DAS LINHAS”… só que na versão condutor lisboeta… porque vejamos, primeiro é algo idiota estar o sinal de Proibição de paragem e estacionamento junto ao parque de estacionamento, mas “FORA DOS RECORTES”… até tirei uma foto ao sinal em causa, mas o “período-janela” supracitado impediu que conseguisse focar convenientemente
Esta situação fez com que começasse a questionar… se se diz às crianças “proibido fora das linhas” e aos condutores lisboetas “Proibido fora dos recortes” (que suponho que fossem as linhas marcadoras)… será que estes últimos são tratados como crianças por conduzirem como tal? (e com tal refiro-me a uma criança que passa pela idade de egocentrismo e pensa “isto é tudo meu faço o que quero”)
Terceiro, o mini-bar do hotel… todos nós sabemos que o preço é sempre aumentado (e isto é favor), mas quando um KIT KAT custa 4,10 euros.. o mundo deve estar para acabar… Opá, a tentação de o comer foi enorme… Assim, podia chegar à (amada) serra onde moro e dizer de peito (e bucho) cheio “Comi um KIT KAT de 4,10 euros”.. faz-nos sentir importantes… dá vontade de comer aquele e ir comprar um ao cafe ao lado (por 70 centimos) para repôr… e pensar “já dei prejuizo à casa”…:D Estupidez
Quarto, apenas uma dúvida… num congresso europeu de tratamento de feridas e com tanto stand de super hiper mega laboratorios… porque é que eu quando precisei de um penso rápido, ninguém tinha?
Quinto, e se calhar a unica particularidade intra-congresso, a questão da entrega dos certificados… Um congresso com uma tabela de preços nas centenas de euros… na parte de entregar um certificado, oference-nos em regime de “self service” (sim, um monte de folhas em que nós procurávamos o nosso) uma simples folha A4 com as seguintes palavras “This proves that _______________ has been preseent in the 18th conference of the European Wound Management Association 14-16 May 2008 at Lisbon, Portugal”… se calhar, mas só se calhar… era boa ideia ter o programa e o nr de horas certificadas… perante tal cenário de “self service” ponderei se “epá, se calhar levo o monte e depois vejo em casa onde está o meu!!!”
Sexto, e finalmente por último, os acidentes… em três dias vi mais acidentes do que durante o ano… evitei por 3 ocasiões que me batessem no carro (porque andavam “Fora dos Recortes)… e finalmente atropelei um plástico na IP3 que me furou o radiador (depois de evitar tres colisões em Lisboa, lixar o carro sozinho é frustrante)… Nunca tinha andado de reboque, foi uma excelente altura para fazer ultrapassar mais uma barreira no universo da aprendizagem..:D
Mas nem tudo é mau… e não posso só criticar… Afinal, ganhei um Ipod Shuffle (para inveja das minhas colegas “Arruaceiras”)….



