Uma Vendetta dos GPS

22 10 2009

Neste regresso d’Os Arruaceiros à vida da postagem… um tema demasiado pertinente nos dias que correm: GPS!!! Todos nós já contactámos de alguma forma com estes mapas de estrada em versão informática. Nos PDA’s, nos Iphones, no carro da vizinha, no carro da namorada, nos telemóveis… ou então comprando mesmo o aparelho específico!!

Quem nunca se encostou de forma fiável a estes equipamentos que possuem no máximo 100 metros de erro? Quem nunca dependeu desta geringonça maquiavélica para chegar (ou fugir) da casa da sogra na aldeia? Quem nunca o utilizou para chegar “ao destino”?

Quem nunca pecou que atire o primeiro… GPS!!! Pois é… esta necessidad doentia de nos apoiarmos nas máquinas também tem os seus quês. Porquê? Simples, porque como bons homens que existem nesta terra, mesmo com a bendita máquina, ainda os há que acham que sabem o caminho mais perto… ouvindo o incessante “RECALCULANDO” … e “RECALCULANDO”… e “RECALCULANDO”!!!

É aqui que a vingança dos GPS começa… à semelhança das mulheres, O GPS não gosta de ser contrariado… Então aqui começa a minha história, de um pobre rapaz que cruzava por terras do Douro e por pouco não cruzou o RIO DOURO!!!

Como homem que sou, também acho que sei os caminhos todos até estar perdido… Foi isso que aconteceu repetidas vezes ao longo da minha vida… até dar razão à “joaquina” (toda a gente sabe que chamo assim ao meu GPS)!

Ora bem, numa escapadinha em pleno mês de Agosto por terras do Douro, o meu GPS decidiu vingar-se… Estando num miradouro no ponto mais alto possível naquela zona de Pinhão. eis que quero voltar povoação para ir almoçar e com a estrada nacional alcatroada, sinalizada com, pelo menos, barreiras laterais de protecção mesmo à minha frente… o meu GPS me diz “vire à esquerda”… nada de anormal, pensei eu ao ver uma placa a dizer “Estrada Real” “se calhar, é um caminho rústico, bora lá descobrir Portugal desconhecido”. E lá me aventurei… BURRO!!! O GPS insistiu para seguir pela estrada de terra e pedra (e isto era o melhor que lá havia), a inclinação aumenta, a estrada diminui, e o GPS insiste em mais “100 metros e vire à direita”. Viro à direita, e menos estrada e mais inclinação.. Rio Douro à vista a 150 metros de altura e em baixo.

Não! pensei eu… vou fazer inversão de marcha… e já com o carro em primeira e a derrapar tudo o que era pedra durante 250 metros, eis que o GPS se sai com o seguinte “faça inversão de marcha”… Não lhe liguei… e voltei à nacional alcatroada, protegida e sinalizada, e o GPS insiste “faça inversão de marcha”… só passados 5 minutos identificou a estrada e me indicou que afinal era o caminho mais perto!!!

Meus amigos, não é a única história que posso contar… um GPS de um outro amigo meu (mais um homem que sabe os caminhos todos) apenas lhe sugeriu que fizesse inversão de marcha… na A25!!! Se calhar, temos aqui uma explicação possível para os destemidos “contramanistas” das auto estradas portuguesas.

Imagino a gargalhada dos homenzinhos/mulherzinhas (n’os arruaceiros acreditamos na igualdade de direitos) que desenham os mapas e fazem os cálculos de tempo e estimativa de velocidade… os físicos ou físicas, os engenheiros ou engenheiras todos de mini na mão e uma stripper num poste (sim, aqui ficamos so com UMA stripper…vende melhor) a dizerem “manda esse gajo pastar ou beber água ao rio, já que sabe tudo”.

Se tiverem histórias semelhantes… juntem-se, contem… vamos livrar o mundo destas ameaças que são os GPS!





ODEIO BALANÇOS DE FIM DE ANO

28 12 2008

Penso que este tema já surgiu em dialogos com outros , mas tinha de expressar publicamente esta minha “urticária”…

É oficial…tenho alergia a balanços de fim de ano…os melhores filmes do ano…os melhores espectaculos…quem foram os mais giros do ano…que coisa mais desoriginal
Porque se fazem estes balanços no fim do ano? já é um bocadinho tarde para mudar…se queriam mudar, entao deveriam fazer estes balanços a meio do ano, tipo, avaliação intermédia que agora está tão em voga.

A verdade é k não há paciencia…numa maratona de 3 horas colados num sofá, chegas à conclusão que ainda estas na musica 60, vistes 5 intervalos de 10 minutos e apetece-te matar quem poe uma musica da jessica simpson acima de The Killers na lista das 100 melhores musicas do ano…

A verdade é que num mundo de constantes mudanças, mas que no “amago” se mantém onde não se deveria manter, o real balanço, as verdadeiras questões são esquecidas ou meramente pronunciadas…sem actividade incluída!

Por isso, façam a vossa reflexão interior (aquilo que eu gosto de referir como um retiro espiritual) mas não se maçem…o importante é mesmo saber quem chegou ao pódio!!!





10 Minutos na Baixa do Porto

24 12 2008

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             Hoje, véspera de natal, tive a oportunidade de parar durante 10 minutos na rua de Santa Catarina no Porto, enquanto vinha para casa depois de mais um dia de trabalho. Vi de tudo.. Vi o melhor e o pior desta altura do ano.. Vi famílias felizes a comprar os últimos presentes..  Vi jovens a procura daquela prenda especial para aquela pessoa especial..  Vi crianças maravilhadas com as iluminações das ruas.. Vi o que julgo ser empresários ou bancários sem um único saco, talvez porque pensam que um simples cheque pode substituir a prazer de rasgar um papel de embrulho.. Vi pessoas a tocar e a pedir na rua.. Vi sem-abrigos a dormir nos vãos das lojas abandonadas..

 

            Quando comecei a caminhar para vir para casa parei em frente a uma pastelaria. Ao meu lado um senhor provavelmente na casa dos 60 anos. Olhava fixamente para a montra. Do outro lado do vidro colocavam os últimos bolos reis do dia.. o senhor olha para mim e sorri.. O dialogo foi mais menos o seguinte: -“Estive a tarde toda a espera do último bolo rei..” “Pois, assim ainda o leva quentinho..” o senhor respondeu-me: ”Não.. O último é sempre mais pequenino.. não queria que a minha neta passa-se o Natal sem um bocadinho de bolo rei.. a minha neta adora bolo-rei..”

Voltou a sorrir para mim e encaminhou-se á porta da pastelaria.. Dei por mim a dizer: “Feliz Natal..” Ele parou, olhou para trás, e respondeu ” Feliz Natal para a menina e para os seus..”

 

Foi assim que neste ano desejei um feliz natal a um desconhecido.. Sem ser pela cordialidade de ser um cliente da loja onde trabalhei ou então porque simplesmente toda a gente o diz.. Foi um Feliz Natal sentido.. Um Feliz Natal como que um desejo para que tudo corresse bem.. Um desejo para que no próximo ano tivesse dinheiro para comprar um bolo rei maior para puder oferecer a neta.. E para que no caso de tal não acontecer que ao menos pudesse levar o último bolo para casa.. Porque a neta adora bolo rei..

 

Feliz Natal..





A vida com sabor a papel…

10 11 2008

Após muito tempo de ausência acho que se impõe um regresso bem temperado… Aquela textura que nos permite saborear a vida com algum prazer… Por isto mesmo irei começar por escrever sobre as saladas que são servidas em alguns restaurantes de Fast Food (cujo nome não pdoerei pronunciar)…

É um erro grotesco, antes de mais, ir a um restaurante de fast food e pedir uma “selada”… mais vale ficar de boca mesmo “selada”… porque o próprio conceito de fast food é comer mal e porcamente sacos de gordura e sal, provocando uma rave party os nossos sistemas…de colesterol e triglicéridos.

E até à cerca de 2 ou 3 dias admito que não percebia o porque de não comer uma salada nestes locais… Pronto, movido pelo meu espírito de investigador pedi uma salada… grande erro… de salada so tinha mesmo a fotografia… Fui invadido por uma sensaçao de desilusão e de algum vazio (umas vez que a expectativa era grande).. quando a primeira dentada suspiro.. “esta coisa sabe a papel”…

Ok, na vida nem tudo é tão bom como aparenta ser.. e muitas vezes nos dizem “não avalies o livro pela capa”… mas normalmente´é com o intuito de que se for ais longe, a coisa até vai ser boa… ou vai compensar… ou seja é mesmo aquela situação de “é dificil, mas compensa”… neste caso não é nada disto… mantendo esta máxima de vamos em frente, porque no fim vai valer a pena… quando dei conta mais valia tar a comer a embalagem de cartão… parecia tudo igual…

Agora mais a sério, a verdade é que aquilo ainda trazia um molho… para “molhar” a dita salada. Pior!! se antes sabia a papel… com o molho, parecia basicamente aquela pasta de papel para reciclar.

Mas há alguns aspectos a considerar positivos, para além da aprendizagem de não voltar a repetir a graça e para além do gozo que levei de quem me acompanhava, os tomates cherry e o frango valiam a pena… so lhes faltavam mm as duas fatias de pão:D

Conclusão: cada coisa no seu local. Um restaurante de fast-food não é local para saladas.





ALERTA!!!

2 08 2008

Recentes descobertas não-exactas e nada cientificas demonstram a existência de uma nova espécie….os ANTIJUES!!!

Devo confessar que esta descoberta surgiu quando num fim de tarde calmo e pacifico, ouço um grande estrondo!….Claro que nao liguei nenhuma, devido à indiferença habitual, que faz parte da nossa sociedade. Sendo assim, horas mais tarde ao sair de casa para a hora coca-cola (não é o que voces estao a pensar, malandros), reparo num grande alarido e rebuliço tipico do Tuga….sim, estava o trânsito em “serviços minimos” porque suas excelências queriam ver o que se passava….com grande espanto, reparo num carro totalmente enfiado num muro, sendo este de construçao relativamente resistente e forte….Então observei tratar-se de um ANTIJUE , ser Anti Tijolos Etc (onde se inclui muros e rotundas). O que me foi dito, num daqueles relatos únicos de café em que cada um opina acerca da vida alheia, foi que a pessoa ia em excesso de velocidade e assustou-se quando viu outro veiculo….mas isto é uma cabala para proteger o secretismo que envolve esta espécie! Na realidade era um ANTIJUE, que farto de sentir o muro a rir-se dele e a provocá-lo, decidiu marcar o seu território como o verdadeiro macho alfa.

Tentativa falhada

Tentativa falhada

Passados alguns dias, num pós satisfação de “desejos” típicos de grávida, numa pessoa anatomicamente impossibilitada de tal coisa (a gula e a maluquice são 2 factores que não conjugam),num sítio provavelmente na lista negra da ASAE (história que é história tem a ASAE pelo meio), observo uma rotunda violada no seu espaço próprio e circundante! Medo, muito medo…. Pensei que estava ali mais uma prova que eles existem…….fiquei muito apreensiva, e intrigada pensei…... SERÁ VISEU O FOCO DOS ANTIJUES? (atingimos o clímax deste texto longo e estapafúrdio).

Este pensamento levou-me ao desespero e questionei se não era a altura de divulgar esta descoberta, para que os benfeitores dos muros e afins possam tomar medidas e protege-los. É para isto que serve este texto….se sentirem que estão a perseguir os vossos limitadores feitos de tijolos, cimento, etc, contactem as autoridades….avisem os vossos muros para não falarem com estranhos, muito menos aceitarem presentes deles.

Conclui-se assim anos e anos de pesquisa idiota acerca desta (des)evolução natural, que se constata a existência desta nova espécie, que têem na burrice e estupidez pura a sua melhor caracteristica. Algo que eu, depois de escrever uma teoria tão rebuscada, partilho com eles.





Dissertando com uma torradeira…

26 07 2008

Bom dia a todos os que não nos leem… Bem que se lixe!! haverá algo mais deprimente do que falar sozinho? Sinceramente penso que há… e dei conta disto quando numa manhã em que “os arruaceiros” acordaram de uma noite de cinema e guitarradas, me pus a fazer torradas para o pequeno almoço… Sim é verdade eu sei fazer torradas…

Agora é a parte em que quem lê pensa “grande coisa!!” a minha resposta para vocês é “certo!”.. Fazer torradas de qualidade é difícil… Há varios factores em jogo, a torradeira, o pão, a disposição e o tempo de quem as faz, as “marcas” (já lá vamos)e…. muito mais importante… a afinidade de quem faz com a torradeira…

É sobre este ponto que incide esta ignobilidade de texto…

Dei por mim, naquela fatídica manhã, a dissertar com a torradeira… Aliás, minutos antes tinha rejeitado uma torradeira por não sentir aquela química.. então trouxeram uma nova variante que eu resolvi experimentar… A certo ponto, e desiludido com o falhanço da minha relação com o anterior electrodoméstico, comecei a tentar salvar a minha relação com o novo aparelho… E como em tudo, uma relação só se safa conversando…

E foi isso que fiz, disse-lhe umas palavras fofas do género “quem é o electrodoméstico mais bonito desta cozinha” e “sim estou-te a sentir comigo, sinto que esta relação poderá ter sucesso ao contrário da minha ex-torradeira”.. e mesmo assim, foi complicado que a torrada saísse como eu pretendia (com as “marcas”-já lá vamos)

Entretanto mudei de estratégia e fui mais longe… comecei tocar guitarra à torradeira… e eis que a luz ou fumo se fez (tava na hora de mudar de lado o pão)… e as marcas lá começaram a aparecer e a torrada perfeita saiu…

Resumindo e concluindo, para quem pensa que fazer torradas é um processo simples.. é porque não as faz com o sentimento inerente a qualquer acto doméstico… é preciso transmitir sentimento ao que fazemos (quer na cozinha quer fora dela).. deixar um pouco de nós, a nossa “marca” (ainda não é desta que vos quero falar)… ir mais longe… mesmo que seja em algo tão (aparentemente) simples como uma torrada… e sim, falem com as vossas torradeiras.. só assim elas também irão deixar a marca delas (e sim esta é a marca que falava em cima… aquela que torna a torrada especial)…

 

Um texto estúpido… ou uma analogia curiosa?





Tertúlia de 83

22 07 2008

Recentemente revi dois “velhos” amigos (e por velhos não me refiro à idade pois são do mesmo ano que eu) com quem já não travava uma bela conversa sobre tudo e nada há algum tempo…

 

Um deles, referiu-se a nós como “Tertúlia de 83″, e qual vinho de qualidade aquele nome rapidamente ecoou na minha cabeça como se de uma revelação se tratasse…

Após a leitura do texto deste companheiro (aqui deixo o link http://wordsofasgard.blogspot.com), resolvi fazer dele as minhas palavras…

 

“Haverá melhor do que por a conversa em dia, num final de tarde solarengo, numa esplanada a beira mar plantada, com amigos com quem não se está todos os dias?
Creio que não…
Falar de 30000 coisas diferentes, falar de coisas sérias, de coisas parvas, de amores, de dissabores, do passado, do futuro, com pessoas que não vêem só a imagem exterior que metade do mundo vê…
Criar parvamente num momento de lucidez ébrio o nome para aqueles momentos em que mais não seja se começa com “Isto é um cubo…” ou então “é o bolicao”.
Continuo a achar que haverá poucas coisas melhores do que estes momentos passados entre amigos!
Pessoas a quem o significado de amigo cai que nem uma luva, apesar de separados pela distância, são pessoas que sabemos que podemos sempre contar!
São estes pequenos momentos que nos tiram a cabeça de toda a azafama do dia-a-dia, do trabalho, das dificuldades…
São estes momentos que nos fazem não importar com nada por 5 minutos e apreciar o momento de um brinde entre três amigos! ” (by Tiago Costa)

 

Concluindo apenas com o seguinte… Isto é um cubo… e nós estamos dentro deste cubo… independentemente da distância entre os vértices!! A amizade é exactamente isto…





Porquê das Cunhas?!

4 06 2008

Hoje decidi-me assumir como a hipócrita e inculta que sou. Por partes, passo a explicar…

Hipócrita pois sempre me declarei a quem me quissesse ouvir (há gente a mais a faze-lo, coitados…) anti “cunha”, declarei por várias vezes o uso desta, abominável…..a verdade é que na “hora do aperto”, todos nós recorremos a ela, não há moral ou ética que resista…seja para adquirir bilhetes para os jogos da selecçao, acelerar processos pendentes, arranjar trabalho, arranjar produtos de supermercado…..sim, leram bem…o conhecer a pessoa certa no hipermercado poderá fazer a diferença na fruta, carne de qualidade, ou invés de um  qualquer refugo, no fim de stock, fora de prazo. Quem quer fruta podre ou mesmo geneticamente alterada sem qualidade ?!…..daí a bela da cunha fazer toda a diferença…por isso façam amizades com todos, e na próxima ida ao supermercado sorriam ao funcionário :D

Por sua vez declaro-me inculta por não saber a proveniencia deste termo….Porquê “cunha”? Decidi investigar a nível do dicionário ao que descobri que provem do latim *cunèa, é um substantivo feminino que no utilizado no sentido figurado. “meter cunha por recomendar (alguém); interceder por (alguém)” – é esta a definição que surge no dicionário. A verdade é que isto cá para mim, veio de uma herança histórica qualquer….na minha mente, surge uma teoria que diria que havia um homem chamado Cunha, pois só conheço esta palavra como nome, peça de madeira que serve para rachar lenha ou preencher um espaço….mas retomando a minha teoria, no anos 70 e troca o passo, sim porque antes nao dava para estas coisas, havia um homem da Tremoçeira (não que eu tenha algo contra as pessoas de lá, apenas acho o nome peculiar) que cravava e pedinchava tudo e mais alguma coisa…a verdade é que conseguiu amealhar uns trocos, e tornou-se um alto empresário de sucesso, e como “pedincha” que é, um óptimo politico e presidente de um qualquer clube de futebol. Daí que começaram as criancinhas a dizerem que queriam ser como o Cunha (hoje em dia é mais Cristiano Ronaldo), os pais a pedir para serem como o Cunha, e daí como quem conta um conto acrescenta um guião de uma novela da TVI (sim, nós somos experts em distorcer verdades e torna-las autenticas novelas), acabou por se associar o acto do “cravanço”, pedinchar, chagar ao termo Cunha!

Nada mais idiota que isto……mas senti necessidade de partilhar este pensamento/teoria/parvoice convosco…





A coisa mais irritante…

25 05 2008

Estava eu nas minhas tarefas domésticas e, sendo esta uma actividade que me deixa algo stressado, comecei a pensar em coisas que me irritam…

Não falamos daquelas irritações que dão comichão e em que a zona irritada fica avermelhada… isso é por outros motivos… Falo daquela irritação que “comicha” na alma, aquela sensação agradável que nos dá de espancar alguém ou qualquer coisa… penso que dá para ter uma ideia…

Podia ir buscar as coisas mais banais e os verdadeiros clichés da irritação… sogras, mães, patrões, pó dos pinheiros, o trânsito… mas eu vou falar do que me irrita mais do que tudo…

O ASPIRADOR (aquele comum aspirador)…

Vejamos um aspirador…

A função desta coisa é aspirar, mas este objecto demoníaco transpira a “pirraça”… porquê?

Primeiro, o fio da electricidade (não visível na imagem, por motivos comerciais) sempre com comprimento insuficiente para um bom segmento da casa, mas com comprimento suficiente para uma caminhada por onde já aspirámos… quando isto estica até pode dar prejuízo porque lá vem a tomada atrás…

Segundo, as rodas do aspirador… apesar das novas inovações e melhoria da mobilidade, continuam muitas vezes a virar para as paredes e com o avançar do tempo parece que fica mais desalinhado.

Terceiro, o corpo do aspirador… mais, uma vez, apesar das evoluções em design que nos oferecem “coisinhas” casa vez mais fofas… uma coisa continua a persistir… a aliança que faz com as rodas.. elas viram para a parede ou para as portas ou para os móveis… e o corpo faz questão de prender sempre… o que me leva a outra conclusão, cá para mim o Aspirador não quer é trabalhar (faz-me lembrar os putos que se agarram as portas, aos moveis ao chão quando não querem fazer alguma coisa)!

Quarto… a mangueira … acaba por ser a melhor parte do aspirador… mas como é inútil sem o resto da máfia atrás.. de pouco nos servia ter só esta peça…

No entanto, há uma variante deste último componente que acaba por dar iguais chatices… que é nos istemas de aspiração central… Arranjam-nos umas mangueiras enormes… que se enrolam em todo o lado, móveis, pernas, acessórios (quais cobras que se enrolam nas vítimas até as sufocarem)… portanto, nenhum aspirador ou sistema de aspiração é inocente…





Os arruaceiros- uma visão diferente

23 05 2008

Juntaram-se 3 amigos

Qu’aparvalhavam nas noites frias

Eram piadas pa toda a gente

Pós primos, tios e tias..

 

E foi numa noite dessas

Qu’a escolha foi decisiva

Começava assim ali

A grande equipa criativa

 

Quando um lá começava

Era até bater no fundo

Cada um pior que o outro

C’o pensamento mais profundo

 

A profundeza era grande

Mas nada nos envergonhava

O pior era mesmo

Quando o carioca acabava

 

Começavam então as minis

A bebida adorada

Sempre atentos e a espera

Da mais brilhante bacorada

 

E numa noite de confissões

Á espera que a mágoa se afogue

Vem a ideia brilhante

De criarmos um blog

 

Para reforçar o laço

Aderimos ao extreme

Ia dizer qualquer coisa

Mas entretanto esqueci-me

 

Fica aqui só um gostinho

Para aquele que não nos conhece

Se queres saber o resto

Osarruaceiros.wordpress